segunda-feira, 26 de abril de 2010


Para falarmos sobre a contrarreforma precisamos falar sobre um movimento que deu causa a contrarreforma: A REFORMA PROTESTANTE.
A reforma protestante foi um movimento que reunia igrejas cristãs que não obedeciam ao papa, ou seja não eram católicas.

Contrarreforma

A Igreja Católica não estava aceitando tudo que a Igreja protestante estava fazendo, então, em 1538, o papa Paulo III juntamente com um grupo de estudiosos, elaboraram um documento que criticava os interesses materiais da igreja, porque a Igreja Católica queria recuperar tudo o que foi perdido e destruir a fé protestante para que a Igreja voltasse a ser uma só, apenas a Igreja Católica. A partir daí teve inicio a contrarreforma.
Em 1545 o papa Paulo III tentando modificar a igreja, convocou o Concílio de Trento que era formado por todos os bispos da igreja e durou quase 20 anos e teve seu fim em 1563, o Concílio de Trento tinha como objetivo investigar os motivos e pôr fim aos abusos que deram causa a reforma. A contrarreforma tentava eliminar as ações que geravam mais criticas e que levavam muitos católicos a se converter as religiões protestantes: tais como a venda de indulgências, a corrupção nos altos cargos do Clero e a ignorância nos assuntos de fé. Todos esperavam que a separação entre católicos e protestantes tivessem fim, e que a Igreja ficasse outra vez unida. Contudo, isso não aconteceu.
Existiu porém a Ordem dos Jesuítas, fundada em 1534 pelo espanhol Inácio de Loyola que teve maior influência na contrarreforma. Era caracterizada pela combinação da mais severa disciplina, intensa lealdade à Igrja e à Ordem. Seu principal objetivo era combater o movimento protestante. Tornou-se tão poderosa e pervesa que foi suprimida e expulsa da Europa. Apesar disso, ela continuou a funcionar secretamente durante algum tempo, mais tarde abertamente, e foi reconhecida pelo papa em 1814. E hoje é uma das forças mais ativas para divulgar e fortalecer a Igreja Catolica romana em todo o mundo.
A perseguição ativa foi outra arma poderosa usada para impedir o crescimento da reforma, mas ficamos certos de que os protestantes também perseguiram, e até mataram, porém geralmente isso aconteceu por sentimentos políticos e não religiosos. Entretanto, no continente europeu, todos os governos católicos preocupavam-se em destriur a fé protestante. Essas perseguições nos países em que o governo não era protestante não só retardavam a marcha da Reforma, mas, em alguns países, principalmente na Boêmia e na Espanha, a extinguiram.
Como resultado inevitável de interesses e propósitos contrários dos estados da Reforma e católicos na Alemanha iniciou-se então uma guerra no ano de 1618, isto é, um século depois da reforma. Essa guerra envolveu quase todas as nações européias. Na história ela é conhecida como a Guerra dos Trinta Anos.
As rivalidades políticas e religiosas estavam ligadas a essa guerra. A luta estendeu-se durante quase uma geração, e toda a Alemanha sofreu os seus efeitos terríveis. Finalmente, em 1648, a guerra terminou, com a assinatura do tratado de paz de Westfália, que fixou os limites dos estados católicos e protestantes, que duram até hoje.

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